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Deus vult

As Cruzadas

Não foram a agressão gratuita que se costuma ensinar, nem uma epopeia sem manchas. Foram a resposta tardia de uma cristandade ameaçada — com atos de fé heroica e também com graves pecados. Aqui, a história real, sem lenda negra nem lenda rosa.

Percorrer a história

Entender de verdade

Quando o Beato Papa Urbano II pregou a Cruzada em 1095, o Islã já conquistara, em quatro séculos, a Síria, o Egito, o Norte da África, a Hispânia e a Terra Santa, e ameaçava Constantinopla. As Cruzadas foram, antes de tudo, defesa e socorro — não conquista colonial. Mas a honestidade obriga a reconhecer as tragédias: o massacre de Jerusalém (1099), o saque cristão de Constantinopla (1204), a violência de bandos descontrolados. Daniel-Rops, em A Igreja das Catedrais e das Cruzadas, ajuda a situá-las na sua verdadeira posição histórica: o ideal e a falha caminhando juntos, como em tudo o que é humano.

O mapa das Cruzadas

De Clermont a Acre, de Lepanto a Viena. Clique num ponto para abrir o evento.